Isópodes

Descubra a nossa seleção de tatus-bolinha e bixos-de-conta, provenientes de criação controlada em cativeiro e ideais como animais de estimação exóticos de fácil cuidado.

O que é um isópode?

Um isópode é um crustáceo terrestre, popularmente conhecido como bicho-de-conta ou tatuzinho, embora nem todas as espécies sejam capazes de se enrolar em forma de bola. Existem mais de 10.000 espécies de isópodes. Ao contrário dos insetos, que têm o exoesqueleto de quitina, os isópodes estão revestidos de carbonato de cálcio, razão pela qual são também uma fonte natural de minerais para répteis e anfíbios.

Os isópodes são mantidos por dois motivos. O primeiro, como animal de estimação de coleção: existem espécies raras e de cores muito chamativas, e é divertido ver a colónia crescer e aparecerem novas colorações. O segundo, como equipa de limpeza de terrários bioativos, porque são decompositores: comem restos de comida, insetos mortos, mudas e até excrementos, mantendo o substrato limpo e arejado. Nesta coleção há espécies dos géneros Cubaris, Porcellio, Armadillidium e Porcellionides, além de outros géneros menos comuns.

O que comem os isópodes?

Os isópodes comem matéria orgânica em decomposição, e a base da dieta são as folhas secas, que lhes servem também de esconderijo. As favoritas são as de nogueira, amoreira, carvalho, cerejeira, roseira, silva e castanheiro. Com uma camada abundante de folhas, a colónia nunca fica sem comida.

Como complemento aceitam vegetais ou cascas, sobretudo cenoura, e fruta como maçã ou pera. Na nossa criação têm sempre uma tampa com comida seca: comida para peixes tropicais, gammarus para tartarugas, ração para cão, sementes, comida de coelho ou farelo de trigo, ou uma ração para isópodes e colêmbolos. O cálcio é imprescindível, por isso deve haver sempre um osso de choco disponível. A comida é colocada num comedouro para que não toque no substrato, pois assim não ganha bolor.

Como montar um terrário para isópodes?

O terrário para isópodes mais simples é uma caixa de plástico ventilada com cerca de 3 dedos de substrato. É o mesmo sistema que usamos nas nossas instalações para manter e reproduzir a maioria das espécies, com caixas empilháveis que permitem ter várias espécies em pouco espaço.

  • Substrato: 50% fibra de coco, 40% substrato universal, 5% vermiculite e 5% terra de horta, misturado com folhas secas, madeira podre e mudas de réptil.
  • Superfície: abundantes folhas secas, um osso de choco e um comedouro.
  • Esconderijos: cortiça, meio coco, caixas de ovos ou musgo.
  • Humidade: uma zona mais húmida e outra mais seca; as espécies tropicais, como alguns Cubaris, requerem 80-90% e 24-27 °C.

O kit de terrário para criação de isópodes inclui a caixa e o substrato preparado.

Que isópodes escolher para começar?

Para começar, os melhores isópodes são os géneros Porcellionides, Porcellio laevis e Armadillidium: são resistentes, fáceis de manter e económicos. A escolha depende do objetivo pretendido:

  • Limpeza de terrários bioativos: Porcellionides pruinosus e Porcellio laevis, muito prolíficos, pelo que formam colónias autossuficientes que também servem de alimento vivo rico em cálcio.
  • Bichos-de-conta verdadeiros: Armadillidium, como o Armadillidium granulatum «naranjito» ou o Armadillidium vulgare «magic potion», que se enrolam numa bola ao sentirem-se ameaçados.
  • Coleção: Cubaris, como as variedades «panda king» ou «rubber ducky», e géneros raros como Ardentiella ou Merulanella. Muitas destas espécies reproduzem-se mais lentamente e são mantidas sobretudo como animal de estimação.
  • Grande dimensão: Porcellio expansus, um dos isópodes mais imponentes, de corpo aplanado e cores contrastantes.

Como é que os isópodes se reproduzem?

Os isópodes reproduzem-se de forma sexual. Após a cópula, a fêmea guarda os ovos e os embriões no marsúpio, um espaço sob o corpo que protege as crias da dessecação e lhes fornece nutrientes e elementos antibacterianos. Quando as crias estão prontas, a mãe expulsa-as para o exterior já formadas: são muito parecidas com os adultos, mas pequenas.

Em poucos meses, essas crias já podem reproduzir-se, pelo que uma colónia bem mantida cresce sozinha. Para que isso aconteça, a caixa necessita de uma boa camada de folhas secas, cálcio sempre disponível e uma humidade estável. O ritmo varia muito consoante a espécie: *Porcellionides pruinosus* e *Porcellio laevis* são muito prolíficos, enquanto alguns *Cubaris* de coleção, como o «jupiter», são lentos. Todos os detalhes estão no nosso guia de manutenção e reprodução de isópodes.